In-Game Ads: A Chave Para Engajar Jogadores de Verdade

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In-Game Ads: A Chave Para Engajar Jogadores de Verdade

Se você acha que anúncios dentro de jogos são apenas aquelas banners chatais que aparecem entre as fases, você está muito atrás. Hoje, os in-game ads são parte da experiência - e muitas vezes, os jogadores nem percebem que estão sendo expostos a eles. Não é invasão. É integração. E isso faz toda a diferença.

Por que os jogadores aceitam anúncios dentro dos jogos?

Em 2025, mais de 60% dos jogos mobile gratuitos no Brasil usam anúncios como principal fonte de receita. E mesmo assim, os jogadores não estão desinstalando os jogos. Por quê? Porque os anúncios não estão mais sendo colocados onde não deveriam. Eles estão onde fazem sentido.

Imagine você jogando um jogo de corrida. De repente, um carro da Coca-Cola aparece na pista. Não é um banner flutuante. É um veículo real, com logotipo, cor e até som de motor. Você não o ignora - você o nota, talvez até pense: “Nossa, aquilo parece real.” Isso não é publicidade. É imersão.

Estudos da Newzoo mostram que jogadores que veem anúncios contextualizados têm 47% mais probabilidade de lembrar da marca do que aqueles que veem banners tradicionais. E não é só isso: 68% dos jogadores dizem que aceitam anúncios se o jogo continuar sendo grátis. A pergunta não é mais “por que colocar anúncios?”, mas “como fazer isso sem estragar a experiência?”

Os tipos de in-game ads que realmente funcionam

Nem todo anúncio dentro de jogo é igual. Existem cinco tipos principais, e só dois deles realmente engajam.

  • Anúncios de ambiente (environmental ads): Logotipos em paredes, placas de estrada, uniformes de jogadores. São os mais sutis e mais eficazes. No jogo FIFA, os estádios têm outdoors reais de marcas como Pepsi, Samsung e Adidas. Jogadores veem isso há anos e nem questionam.
  • Anúncios de produto (product placement): Um personagem bebe uma cerveja da Skol, usa um celular da Motorola ou dirige um carro da Hyundai. Isso funciona porque é natural. Se o jogo é de vida real, o mundo precisa parecer real.
  • Anúncios de vídeo recompensados: “Assista a 30 segundos e ganhe 500 moedas.” Isso não é invasão - é troca. O jogador escolhe. Em jogos como Clash Royale, esse tipo de anúncio gera 3x mais receita do que os anúncios automáticos.
  • Anúncios de interação: O jogador precisa tocar em um cartaz para desbloquear um item. Isso é engajamento ativo. Funciona bem em jogos de caça ao tesouro ou aventura.
  • Anúncios de banner estático: O pior tipo. Aquela coisa no canto da tela que nunca sai. 89% dos jogadores dizem que odeiam isso. Evite.

As marcas que estão ganhando hoje não estão comprando espaço. Estão comprando contexto. Elas entendem que o jogo não é um telão. É um mundo.

Como as marcas estão usando dados para personalizar anúncios

Em 2024, a Riot Games lançou um sistema que ajusta os anúncios dentro de League of Legends com base no perfil do jogador. Se você é um jogador jovem, de Belém, que joga à noite e gosta de jogos de estratégia, você vê anúncios de streaming, snacks e tênis esportivos. Se você é um jogador de 35 anos, que joga no almoço e prefere jogos de tabuleiro, vê anúncios de seguros, apps de finanças e café.

Isso não é adivinhação. É análise de dados em tempo real. O jogo coleta informações como horário de jogo, localização, tipo de personagem escolhido e até frequência de compra de itens. Com isso, o sistema escolhe qual anúncio fazer sentido - não qual anúncio paga mais.

Empresas como AdColony e Unity Ads já oferecem plataformas que permitem isso. E não é só para jogos grandes. Jogos independentes com 50 mil jogadores ativos já conseguem segmentar anúncios com precisão de 92%.

Clientes em restaurante virtual vestindo roupas de marcas como Nubank e Coca-Cola.

Os erros que matam a experiência

Todo mundo já passou por isso: você está no meio de uma batalha épica, e de repente… um vídeo de 30 segundos começa a tocar sozinho. Volume alto. Sem sombra de aviso. Você morre. E agora tem que esperar 30 segundos para voltar ao jogo.

Isso é o que as marcas erradas fazem. Eles pensam que “mais visibilidade = mais impacto”. Mas na realidade, isso é o que faz o jogador desinstalar o jogo. Em 2025, uma pesquisa da App Annie mostrou que 71% dos jogadores abandonam um jogo após um anúncio mal colocado.

Os três maiores erros:

  1. Colocar anúncios em momentos críticos (durante uma luta, ao carregar um nível, no meio de uma missão).
  2. Não dar opção de pular. Mesmo que seja recompensado, o jogador quer controle.
  3. Usar anúncios que não têm relação com o jogo. Um anúncio de seguro de carro em um jogo de fantasia? Não faz sentido. E o jogador sabe disso.

Quem faz certo? Jogos como Subway Surfers e Clash of Clans usam anúncios recompensados de forma quase invisível. Você não vê o anúncio até decidir que quer algo. E aí, ele vira uma vantagem - não uma interrupção.

Como os desenvolvedores estão ganhando mais sem irritar ninguém

Em 2023, o estúdio brasileiro GameLab lançou um jogo de simulação de restaurante. Eles tinham dois caminhos: vender o jogo por R$15 ou deixar grátis com anúncios. Escolheram o segundo. Mas não colocaram anúncios aleatórios.

Eles criaram um sistema onde:

  • Todo cliente que entra no restaurante é um anúncio ambulante - ele veste roupas de marcas reais (como Nubank, Itaú, Coca-Cola).
  • Se o jogador serve o cliente corretamente, ele ganha moedas e o cliente deixa um elogio com o nome da marca.
  • Se o jogador ignora o cliente, ele vai embora e a marca não aparece.

Resultado? Em 3 meses, o jogo teve 2,1 milhões de downloads. A receita com anúncios foi 200% maior que a de jogos pagos na mesma categoria. E a taxa de retenção? 67% após 30 dias - acima da média de 41% da indústria.

O segredo? O anúncio não é um obstáculo. É parte do jogo.

Loja da Nike em mundo de fantasia, integrada ao design mágico do jogo.

O futuro: anúncios que aprendem com você

Em 2026, as plataformas de anúncios em jogos estão começando a usar IA para criar anúncios dinâmicos. Não só personalizados - mas gerados em tempo real.

Imagine: você está jogando um jogo de aventura em uma cidade fictícia. A IA analisa seu estilo de jogo: você gosta de explorar, compra itens raros, evita conflitos. Então, durante uma pausa, uma loja aparece na esquina - e ela vende exatamente o tipo de item que você costuma comprar. A loja tem o logotipo da Nike, mas o design é feito para combinar com o mundo do jogo. Não parece um anúncio. Parece parte do universo.

Isso já existe em testes. A Unity e a Epic Games estão desenvolvendo sistemas que usam LLMs para gerar anúncios que se adaptam ao estilo visual, narrativo e emocional do jogo. Não é mais “colocar um banner”. É “criar uma experiência de marca que o jogador quer ver”.

Os jogadores não querem ser vendidos. Eles querem ser entendidos.

Conclusão: o que realmente importa

In-game ads não são o problema. O problema é a mentalidade errada. Muitos ainda pensam que publicidade em jogos é um “bônus” - algo que se coloca quando não tem outro jeito de ganhar dinheiro.

Na verdade, é o contrário. É a chave para manter jogos gratuitos, acessíveis e vivos. E quando feito bem, ela não só paga as contas - ela fortalece o vínculo entre jogador e jogo.

As marcas que vão vencer não são as que gastam mais em anúncios. São as que entendem que o jogo não é um espaço para vender. É um espaço para existir - e a marca tem que existir junto, de forma natural, respeitosa e, acima de tudo, divertida.

Se você está desenvolvendo um jogo, não pense em anúncios como um recurso. Pense neles como um elemento de design. Se eles não melhoram a experiência, não devem estar lá.

In-game ads são invasivos?

Não se forem bem feitos. Anúncios que aparecem sem aviso, durante momentos críticos ou que não têm relação com o jogo são invasivos. Mas quando estão integrados ao mundo do jogo - como placas de rua, produtos usados pelos personagens ou opções recompensadas - eles se tornam parte da experiência, não uma interrupção.

Jogadores realmente aceitam anúncios em jogos grátis?

Sim. Em 2025, 68% dos jogadores no Brasil disseram que aceitam anúncios se o jogo continuar grátis. O que eles não aceitam é serem forçados a ver algo que estraga a diversão. A chave é dar escolha e contexto.

Quais jogos têm os melhores in-game ads?

Jogos como FIFA, Subway Surfers, Clash of Clans e Rocket League lideram por integrar anúncios de forma natural. No FIFA, os estádios têm outdoors reais. No Subway Surfers, os personagens usam roupas de marcas como Adidas e Red Bull. Nenhum deles interrompe o jogo - eles o enriquecem.

Posso usar in-game ads em jogos independentes?

Sim, e é uma ótima ideia. Jogos independentes com 50 mil jogadores ativos já conseguem gerar mais receita com anúncios recompensados do que com vendas diretas. Plataformas como Unity Ads e AdColony oferecem ferramentas fáceis para integrar anúncios sem precisar de equipe grande.

Como saber se meu anúncio está atrapalhando?

Monitore a taxa de retenção. Se ela cair após a introdução de um novo tipo de anúncio, algo está errado. Também veja o feedback dos jogadores: pergunte diretamente no Discord, no Twitter ou no próprio jogo. Se mais de 20% dos jogadores mencionam “anúncios chatos”, é hora de repensar.

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